Próteses Mamárias e Mamoplastia: tudo o que você precisa saber

Saiba tudo sobre as cirurgias plásticas da mama

A cirurgia plástica das mamas já foi o tipo de plástica mais executada no Brasil. Hoje esta perde apenas para a lipoaspiração, mas apesar de ser uma das cirurgias mais realizadas, é muito pouco dominada no sentido de dar bons resultados pelos próprios cirurgiões plásticos.

As intervenções na mama podem ser reparadoras ou estéticas. A cirurgia plástica reparadora da mama, no que diz respeito ao volume, corrige diminuição ou aumento nos seus extremos, como a hipomastia severa, que é quando a mulher não tem mama ou quando o volume é tão pouco que não lhe identifica como mulher. O oposto é chamado de hipertrofia severa ou gigantomastia, consiste em mamas enormes que atrapalham a atividade natural e trazem repercussões fisiológicas.

Outras deformidades das mamas que podem ser corrigidas com cirurgias reparadoras são as assimetrias. Mamas que estão em tamanhos diferentes e implantação assimétrica de sua base de implantação; mamas tuberosas, com alterações das aréolas; problemas com a musculatura, sequelas de queimadura e outras má formações congênitas.

As cirurgias estéticas vão da correção do aumento leve do volume a alterações da forma (desmonte do cone mamário). Geralmente isto ocorre quando a mama cai (quando a mama pitosou), perdendo a forma cônica ou tendo um volume insatisfatório para a paciente. Nestes casos podemos recorrer as mamoplastias de redução ou mastopexias, com ou sem prótese de silicone. Atualmente, também realizamos intervenções nas mamas por uma técnica chamada lipofilling, que consiste na utilização da gordura da própria pessoa para aumentar o volume, seja na cirurgia de aumento do volume ou na cirurgia de alteração de modelação do cone.

Entretanto, é importe saber que em qualquer cirurgia plástica mamária o cirurgião precisa ter conhecimento e experiência em cirurgia, tanto reparadora, quanto estética. Um número muito grande de cirurgias executadas, muitas vezes por cirurgiões sem experiência ou até mesmo por alguns que não cirurgiões plásticos, trazem resultados totalmente indesejados principalmente na área da cirurgia estética. Isto ocorre em virtude da falta de informações destes cirurgiões, falta de experiência, falta de habilidades, falta de conhecimento das técnicas e das adaptações que são necessárias para que se atinjam os três principais objetivos dessa cirurgia, que são: restaurar a forma cônica agradável; corrigir a base de implantação e resolver o problema do excesso de pele chamada ptose (mamas caídas). Caso o médico não tenha conhecimento desses três pontos, ou não domine um arsenal técnico amplo, os resultados serão sempre indesejados, seja a cirurgia estética ou reparadora.

 

O perigo dos “modismos”

Hoje em dia temos um modismo relacionado ao implante de silicone, que trata a hipertrofia mamária com o esvaziamento e inclusão de prótese. A prótese de silicone foi idealizada para aumento do volume da mama, sendo assim, o cirurgião tem simplesmente que esvaziar a mama de sua glândula para colocar uma prótese. Esse procedimento, totalmente antinatural, é chamado de mastectomia simples, indicado apenas no tratamento de patologias que justifiquem a amputação das glândulas mamária.

Infelizmente este modismo vem sendo realizado por inúmeros cirurgiões em mamas normais, sem que não apresentam quaisquer doenças. Para nós, se trata da amputação de um órgão normal para substituí-lo por uma prótese. Uma mutilação que tira da paciente a possibilidade de amamentar. Com isso, inverte-se totalmente o papel da cirurgia plástica, que tem o seu maior compromisso com a busca de tratamentos cirúrgicos sempre respeitando a fisiologia e a naturalidade.

A prótese de silicone é como a palavra já diz, trata-se de algo artificial. Ela existe para substituir algo natural que foi amputado. Usada primeiramente em mulheres que nascem com um volume tão pequeno que não se identificam como mulher, que perderam a mama porque foram amputadas por câncer, nasceram com má formação congênita, ou que sofreram queimaduras na no broto mamário tendo a mama não crescida quando adulta. Nestes casos, a prótese é indicada, pois ela serve para substituir uma estrutura que está ausente.
Por outro lado, se a estrutura existe e está saudável, ela deve ser alterada em sua forma para atingir graciosidade. Esvaziar a mama para colocar uma prótese com o objetivo enganoso de que dará uma forma mais bonita, que a mama cairá menos tardiamente ou que a forma ficará mais agradável, são todas inverdades, pois a prótese de silicone foi desenvolvida com a mesma densidade, com o mesmo peso e resistência à pressão que tem o conteúdo mamário. Em função disso, ela sofrerá as mesmas consequências que a mama natural sofre quando submetida à gravidade e ao envelhecimento das fibras elásticas e do colágeno.

É claro que a prótese também está indicada para mulheres que não estão satisfeitas com o volume mamário, entretanto coloca-se a prótese desde que o médico não retire o volume da glândula.

Entendemos que esse alternativa modista de esvaziamento da mama para colocação silicone é uma maneira simplista que alguns cirurgiões usam para não se submeterem à dificuldade técnica que é necessária para se alcançar uma mama com forma graciosa. O esvaziamento e a colocação da prótese é muito mais simples e mais rápido, mas a técnica é antinatural e totalmente ambígua. Trata-se de uma amputação de um órgão com função muitíssimo importante na vida da mulher e substituí-lo por prótese.

A cirurgia plástica deve ter compromisso com a funcionalidade e com a naturalidade. Nós cirurgiões perseguimos o que é natural. Ao escolher seu cirurgião e concordar com a técnica que ele sugere, certifique-se de que ele está fazendo o melhor para você, sua saúde e bem estar.

 

Um grande abraço,

Dr. Edmilson Lúcio